terça-feira, maio 23, 2006

Batalhas nocturnas


O pequeno gnomo estava particularmente irrequieto nessa noite. Por mais tentativas que eu fizesse (um episódio da Heidi, o filme do Willy Fog, o que quer que fosse!), não havia maneira de o pequeno schtrumpf dar mostras de cansaço.
Por volta da meia-noite, consegui metê-lo na cama. Antes de lhe contar a história que finalmente o iria enviar para uma noite de sono sem interrupções (a expectativa mais alta que eu tenho nesse horário é essa...), optei por uma abordagem inovadora, para o deixar mais sonolento: «O papá tem de ir à casa-de-banho. Volto já!».

Fecho-me na casa-de-banho, depois de aí ter introduzido o jornal, e preparo-me para uma leitura de 10 minutos, à espera de o encontrar já meio adormecido, poupando-me o trabalho. Ouço-o, irrequieto, na cama dele: «Fica quieto ou o papá já não conta a história». Para essa noite tínhamos agendado o "João e o Caule de Feijão", pelo que imagino que a ameaça seja suficiente para o acalmar. Não é. É, sim, motivo para que o pequeno gremlin apele ao seu pragmatismo. Para que eu me despache, ele grita: «Vem no mê quarto! Faz cocó na cueca, papá!!».