terça-feira, março 07, 2006

Ainda o Colégio ...

Quando começamos as nossas pesquisas para seleccionar os colégios onde iríamos inscrever o V., para além dos três onde o inscrevemos e ele não entrou, descobri, por acaso, um pequeno colégio de bairro que nos apressamos a visitar.
Fica numa pequena vivenda ali para os lados da praça de Londres e tem pré-escolar e primária. Chegamos na hora do almoço e fomos atendidos pela directora que prontamente se disponibilizou a mostrar-nos as instalações e explicar-nos o projecto pedagógico e regras de funcionamento do colégio. Gostamos. Muito.
Sentia-se no ar um ambiente familiar, acolhedor, de carinho e preocupação com as crianças. A directora, e outros funcionários com que nos cruzamos ao longo da nossa visita, mostraram conhecer as crianças, os seus nomes e especificidades.
Nota-se também um ambiente de exigência e perfeccionismo que vai desde a obrigatoriedade da visita de estudo de semanal (incluindo a turma dos 3 anos!), até à existência de um quadro de mérito dos alunos, ou ao cuidado com os aspectos práticos - uniforme, por exemplo.
As nossas conclusões incluiram um conjunto animador de pontos a favor, mas também dois pontos contra: as instalações demasiado pequenas (consideramos que na idade do V. é importante dispôr de amplos recreios ao ar livre, principalmente quando se passa a vida trancado num apartamento, como é o caso) e o facto de dispôr apenas de ensino até à 4ª classe, o que iria fazer com que daqui a uns anos tivessemos uma repetição do problema. A este último ponto acresce que daqui a uns anos haverá outros factores a considerar, como por exemplo, uma eventual separação do círculo de amigos entretanto criado.
No entanto, acabamos por aí o inscrever, à laia de segurança, para o caso de o V. não entrar em mais lado nenhum, como se verificou.
Ao longo do processo de inscrições, que durou vários meses e sujeitou o Luís a alvoradas cansativas, por diversas vezes se me colocou a questão: qual o modelo a escolher para o V. nestes primeiros anos de escola? um colégio maior onde necessariamente se sentirá mais perdido no início, mas onde acabará por se adaptar, e criar amizades duradouras? ou um mais pequeno, mais familiar nestes primeiros anos, minimizando, assim, a dor da adaptação a uma vida diferente?
Acabaram por decidir por nós, o que tem vantagens e desvantagens, claro. De qualquer forma, não estou descontente com o que o destino nos reservou.
O V. sempre vai para a tal escolinha de bairro, onde não terá tanto espaço para brincar no recreio, mas onde, parece-me, o ambiente será bastante mais semelhante aquele a que está habituado nos seus três anos de vida.
Em Setembro começaremos pois esta nova etapa a três, cheios de vontade.