domingo, fevereiro 19, 2006

Desalento

Há mais de 3 meses deixei aqui um voto de esperança, depois de me ter levantado às 5:30 da manhã a fim de inscrever o gaiato num Colégio. Quando lá cheguei era o segundo da fila; mesmo assim, o pequeno gnomo terá sido o primeiro inscrito para a turma dos 3 anos. Repito: O primeiro. Não entrou.

Entretanto, inscrevi o puto num outro colégio, este de Padres Franciscanos. É verdade que quando o fiz as inscrições já tinham aberto há dois meses, reduzindo as probabilidades de sucesso quase a zero. No entanto, havia um factor importante que permitia manter a esperança: Há una anos atrás, pouco depois de ter tirado a carta, o meu cunhado atropelou um jovem numa passadeira. Esse acaso acabou por fomentar uma boa amizade. O jovem atropelado era seminarista, tendo-se entretanto ordenado padre franciscano - com excelente relacionamento no tal colégio! Boa cunha, portanto. E já que no outro colégio o primeiro lugar, sem cunhas, deu no que deu, desta vez uma cunha poderia ultrapassar o facto da inscrição não ter sido atempada. Não entrou.
Voltei a repetir a graça, para outro. O despertador voltou a tocar às 5:30 (este puto há-de pagá-las, a seu tempo!), voltei a ser o primeiro nas inscrições. Além disso, com uma cunha. O meu cunhado - o mesmo, mas desta vez não teve de atropelar ninguém! - é ex-aluno e conhece uma directora. Boa! Primeiro lugar mais valente cunha, desta ninguém nos pára! Não entrou.
O mundo estranho dos colégios e dos externatos particulares deixa-me sempre surpreendido. Sei de um caso em que as inscrições abriram no dia 2 de Janeiro, às 9:00. Um casal pagou a uma pessoa para estar na fila, desde as 7:00 ... do dia 1 de Janeiro. E não se pense que foi a primeira da fila!

Mas afinal não havia uma crise demográfica?! De onde vêm tantos putos? E a crise? Estes colégios não são baratos! Estou, sinto-me, verdadeiramente, fodido! Porra, pá ...