segunda-feira, novembro 14, 2005

Amanhãs que cantam


Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que, como hoje, senti uma qualquer premência de me levantar às 5 e meia da manhã (bolas, que ainda agora me custa falar nisso!).

O que me levou a tão extraordinária façanha (assaz ordinária circunstância, de facto - grunf!) foi proceder à pré-inscrição do mê-mai-novo (e único, para já) num colégio, de modo a que daqui a 10 meses o petiz possa entrar no pré-escolar dos 3 anos de idade.
A partir de agora, o processo começa a complicar-se - à falta de um familiar, mesmo que afastado, que ostente a patente de ex-aluno, resta arquitectar planos infalíveis de aproximação a quem quer que seja que detenha o poder de meter o puto lá dentro. A porteira do prédio do lado conhece uma senhora que faz lá limpezas uma vez por semana? Vamos convidá-la para um chá!
O objectivo imediato é estar na lista do director para uma entrevista com os pais. É sem dúvida uma boa opção, porque se fosse entrevistar o puto a coisa ainda dava para o torto - ele é um rapaz de poucas palavras. Doze, para ser mais exacto. E duas delas são chichi e cócó, o que à partida dificulta que uma entrevista destas chegue a bom porto.